quarta-feira, 27 de agosto de 2008

E S P E R A





A espera é a pior das sensações humanas...


Empurra-nos para o tédio, ansiedade, desespero...


Não tem posição física...podemos estar sentados no sofá, em pé numa fila, encostados a uma parede, o pé apoiado num degrau, caminhando na rua...


Não interessa porque a espera está aos nossos ombros, dorme conosco, levanta-se também de manhã, respira o nosso ar, consomenos durante o dia...


Não interessa também a sua forma. Podemos esperar pela casa nova, pelo tal telefonema, esperar à porta por alguém, esperar pelo melhor, pelo pior, esperar para ser atendido num qualquer balcão, esperar pelo momento certo, esperar para alcançar, esperar pelo inevitável.


A espera não tem duração.


Esperamos anos pelos sonhos, meses pela resposta positiva, semanas pelo resultado, dias para saber sim ou não, minutos para qualquer coisa importante ou não, como o tempo que demora a aqueçer a água para o chá.


Não interessa.


E mesmo que o que esperamos não tarde a chegar e seja o bom em vez do mau, é a espera, os momentos antes, que nos matam, que nos atiram a vida para os lados da inércia. É assim a espera, a vil espera.


ai ai...


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